sábado, 16 de fevereiro de 2008

Simbologia do Mal - Quando o design trabalha para o lado obscuro.

A linguagem dos monstros

Durante a Inquisição, época terrível em que Torquemada e seus seguidores matavam e torturavam qualquer judeu, homossexual e herege em nome de Deus com uma criatividade negra que os faziam parecer como os cenobitas, de “Hellraiser”. Tive a oportunidade estranha de visitar o Museu da Tortura, em Portugal, e você fica impressionado com a variedade e engenhosidade das máquinas de tortura, algumas tão cruéis que fazem “O Albergue” parecer a irmã mais nova de “A Noviça Rebelde”.



Uma das que mais deixam seus olhos arregalados como ovos fritos é “A Roda”. Um instrumento de madeira onde a cada movimento da roda quebravam vários ossos do condenado (chegando ao requinte no final dos membros ficarem entrelaçados como lençois de motel). Libertado da roda, o condenado era besuntado de azeite e jogado em praça pública, sem nenhum osso inteiro e agonizando, segundo os inquisitores, “de maneira semelhante a uma grande lesma rosada, expiando seus pecados a céu aberto”.

Felizmente nos dias de hoje a maior tortura que sofremos são os impostos, a violência na cidade e a assistência técnica da Speedy.

Porém, na opinião deste humilde servo, existem três crimes cujos praticantes mereceriam passar pela “Roda” sem dó nem piedade: aqueles que praticam violência contra crianças, animais e idosos, tipo de crimes que causam mais repulsa que os efeitos do dito instrumento de tortura. Violência contra quem não pode se defender é um ato cuspível, que como disse aquele político que esqueci o nome, faz aflorar meus instintos mais primitivos.

Pois bem, essa informação eu já tinha há algum tempo, mas não sabia se era verdade. Mas ela saiu essa semana na revista “Superinteressante”, o que dá credibilidade à ela.

Pedófilos criaram uma simbologia pra representar seus mais aviltantes desejos, como uma forma de comunicação e de expressão. Se até seres como pepino-do-mar possuem um sistema de comunicação, não poderia ser mais diferente de criaturas ainda mais inferiores. É de embrulhar o estômago com lixa de pedreiro.



Os triângulos representam homens que adoram meninos (o detalhe cruel é o triângulo mais fino, que representam homens que gostam de meninos bem pequenos); o coração são homens (ou mulheres) que gostam de meninas e a borboleta são aqueles que gostam de ambos. De acordo com a revista, são informações coletadas pelo FBI durantes suas vasculhadas. A idéia dos triângulos e corações concêntricos é a da figura maior envolvendo a figura menor, numa genialidade pervertida de um conceito gráfico.

Existe um requinte de crueldade, pois esses seres fazem questão de se exibirem em código para outros, fazendo desses símbolos bijuterias, moedas, troféus, adesivo e o escambau. Infelizmente, é o design gráfico a serviço do mal.


(fonte desta imagem)

A Roda é pouco pra eles.

Fonte: Blog Hiro

Grupo Anaya

Agência com 9 anos de atuação nas mais diversas áreas da criação.